Mosaico de influências musicais e experiências da realidade “chapa-quente”  do Rio de Janeiro, as letras do ANTIZONA são verdadeiras crônicas inconformistas do paradoxal cotidiano carioca, retratos dos dramas sociais e da beleza estonteante da cidade maravilhosa. Formado em 1997, no tradicional bairro suburbano do Méier, incrustado na Zona Norte da cidade, entre o Lins e o Engenho de Dentro, o ANTIZONA decodifica a sonoridade do mundo a sua volta e produz uma música engajada e pulsante. 

Nas canções, os vocais poderosos de André Machado convocando seus ouvintes à uma reflexão sobre a banalização das mazelas da paisagem urbana carioca, da violência infligida pela pobreza e desigualdade social. A força dos graves também é marcante na sonoridade da banda, com uma pegada rapcore/reggae forte na “cozinha”, magistralmente conduzida por Renato Horácio no baixo e Wagner Nascimento na batera. Os riffs da guitarra de Fabinho Teixeira dão a cadência e o peso da levada junto aos samples e scratchs do DJ Fábio ACM.

O sólido repertório do ANTIZONA é fruto de uma miscelânea de influências, de fundamentos rítmicos, melódicos e harmônicos distintos, mas sempre conectados a tradições musicais contestadoras. Incorporados a sonoridade da banda através das trajetórias e preferências de seus membros, o som do ANTIZONA traz elementos do rap, reggae e rock`n roll, sinergicamente forjados por seus 15 anos de estrada, em que dividiu palcos com artistas consagrados do cenário nacional como Planet Hemp, Squaws, Lobão e B Negão.

Para novos ouvintes ou antigos fãs, o ANTIZONA soa verdadeiro porque sua música dá vazão a esse torrencial de inspirações cotidianas; síntese criativa de ativismo e arte, combinação que, na história das sociedades humanas, se fez presente em momentos de transformação cruciais. É neste esteio que o ANTIZONA fundamenta a sua sonoridade, no apelo engajado da mensagem que fala aos ouvidos de seu tempo, artística e socialmente.